Alguns encaram como simples creche, outros como peça fundamental no desenvolvimento das crianças. Mas e você, como enxerga a escola dos filhos?
Minha princesa começou, neste dia 13, sua jornada na escolinha. Para ser mais exato, sua jornada na NOVA escolinha. Isso porque ano passado ela começou a estudar noutra instituição, mas tivemos problemas de segurança e confiança com eles, então abortamos missão. Um ano depois, com outro colégio, parece que teremos uma experiência bem mais feliz.
Devo ter sido um dos pais mais chatos a pisar naquela escola para fazer o tradicional “parents school tour”, perguntando sobre tomadas, portões, horários, planos pedagógicos, abordagens teóricas etc. Se não me expulsaram de lá sob pedradas naquele momento, é porque realmente cuidam dos nossos pequenos lá.
Apesar de serem criaturinhas diminutas, nossos filhos pequenos merecem atenção e planejamento de gente grande. Mesmo que ainda não haja provas, testes e simulados pré-vestibular, há muito em jogo. Toda a relação de afetividade e disciplina com o estudo que a criança terá está começando agora. A forma como ela vai se relacionar com alimentação, exercício físico, higiene pessoal, literatura, números etc… tudo isso começando na tal escolinha com a intitulada tia.
Por hábito, eu sempre me referi às escolas infantis como “escolinha”. Um tanto porque é uma escola para crianças, então é cheia de coisas pequeninas, outro tanto por ser acostumado a falar muitas coisas no diminutivo. Numa conversa com uma amiga, porém, ela questionou se chamar de “escolinha” não seria depreciativo, ainda que inconscientemente. De lá para cá, fiquei com a questão na cabeça… e passei a me policiar quanto ao termo.
Já tivemos um tempinho de aula e até reunião de pais (com direito a avó que não parava de tentar ser o centro das atenções). Vejo, também, as diferenças da minha filhota em casa. A convivência com mais crianças tem estimulado sua independência, tirado ela da condição de “estrela” da casa e ensinado a compartilhar. As letrinhas ela já conhece, aprendeu em casa a identificar todas elas, mas o senso de coletividade e comunidade só vem com a experiência prática da escolinha… ou melhor, escolona!
Olá!
Olha, acho que somos um caso raro: minha mãe é amiga há 20 anos da dona de uma das melhores escolas infantis da Zona Leste de São Paulo, além de ser coordenadora pedagógica lá pelo mesmo tempo, mesmo atualmente fazendo “apenas” algo que eu chamaria de consultoria, uma ou duas vezes por semana. Então minha pequena saiu do conforto do lar antes de completar quatro meses de vida, pois eu tive que voltar a trabalhar e meu marido é autônomo, ou seja, rotina zero. Mas a questão é que eu não teria lugar melhor NO MUNDO pra deixar a Luna. EU fico tão tranquila, sabe? Porque é como se lá fosse sua segunda casa, ela adora as “tias” e chega a ser mimada por todo mundo que trabalha lá.
Mas sempre me pego aflita pensando se eu tivesse que sair escolhendo escolas desconhecidas, como ficaria meu coração(zão de mãe). Escolhas difícies. Boa sorte pra vocês.
Abraços,
Aline
Caio, acho fundamental o contato dos nossos pequenos com outras crianças desde cedo, para aprenderem isso mesmo que vc escreveu: perder a “condição de “estrela” da casa e aprender a compartilhar”.
Minha sogra é dona de escola de educação infantil e me ajudou muito no processo de escolha. (Só não deixamos o pequeno com ela, pela localização – teríamos que atravessar a cidade para levá-lo e buscá-lo.)
Meu menino vai para a escolinha/berçário desde os cinco meses e meio e é super independente. É impressionante como em cada final de dia, quando chego em casa, ele está mais espertinho. Vc sente isso com a sua pequena também?
Acho bom também a série de estímulos oferecidos na escola, que, em muitos casos, seriam mais difíceis de ser executados em casa, só com a mamãe e o papai. Um exemplo que tenho disso é a descoberta do papel e caneta pelo meu pequeno: numa bela noite, antes de dormir, precisei colocar uma folha A3 e giz de cera nas mãozinhas dele para que ele parasse de chorar.
Lembra do seu primeiro amor, que fez seus hormônios enlouquecerem e seu coração bater mais forte? Já notou como ele é a referência desse sentimento para o resto da sua vida? O mesmo ocorre com a primeira escola: ela lhe dá a referência do que é vida social, do que são as outras pessoas, de como lidar com elas. Também lhe dá a possibilidade de se apaixonar por aprender coisas novas, pesquisar, analisar, questionar. É lá que você vai descobrir que pintar com as mãos é muito legal, mas que também existe um processo quando misturamos o amarelo com azul para chegar no verde. Que a joaninha é fofa, mas que também é um inseto porque tem seis perninhas. É ingenuidade achar que por trás de um desenho… só tem um desenho. E a boa escola sabe disso. Daí eu achar que a primeira escola é tão importante quanto a faculdade, já que será o grande incentivo para a criança chegar lá ou não. Ou chegar a qualquer lugar, se pensarmos que cada vez mais pouco importa a faculdade e sim a capacidade de cada um de se adequar no mundo.
Ah, e professor é professor. Tia é parente.
beijo da Mô
Eu acho que, temos que tomar muito cuidado não com a escola, mas com o professor que atende os nossos filhos, já que é muito pessoal. A Coordenadora fala maravilhas da escola, a vizinha e outras mães também, mas vc continua com o pé atrás. Bom eu acho que já que as crianças ficam muito tempo na escola, a escola deveria mudar. Antigamente, chegávamos da escola, e íamos almoçar e depois brincar, com nossos colegas na rua. Depois tomar banho, fazer a lição, jantar e dormir. Hoje em dia a criança volta para casa ás vezes já com a janta e tomada banho. Tem somente que? fazer lição, que coisa mais chata , não brinca nem descansa nem nada. A escola tem que oferecer momentos de recreação livre senão vamos criar crianças estressadas e sem vontade de ir a escola. Mas ele faz esporte, mas ele tem que obedecer uma rotina, eu falo do tempo onde a criança escolhe naquele momento o que quer fazer, e como fazer. As escolas estão colocando tanta rotina que as crianças já não sabem brincar, somente video-game, computador e televisão. Cade a criatividade, a alegria de encontrar os amigos. E os pais acham que estando as crianças ocupadas, estão bem. Elas saem de uma rotina da ed. infantil, diretamente para o Fundamental I, e os pais se gabam “meu filho já sabe ler”, meu filho mexe no computador sozinho”, mas tem um monte de brinquedo que ele sequer deu uma olhada, nunca se interessou por um livro, nada de usar a imaginação.
Essa é a minha opinião. e Gostaría de compartilhar este assunto.
Bjs
Andrea