Como dizer corretamente ao seu filho que alguém morreu

Como dizer ao seu filho que alguém morreu

Morte não é um assunto fácil de ser tratado, seja com adultos ou crianças, falar sobre a efemeridade da vida, ou ainda sobre o falecimento de um ente querido pode ser bastante doloroso, mas ainda assim necessário.

Não existe idade certa para tocar neste assunto com crianças, a conversa deve partir da necessidade de contar ao seu filho que alguém morreu, ou esclarecer dúvidas que a criança tenha a respeito da morte. O correto e ir ensinando ao seu filho o ciclo da vida, com exemplos práticos como plantar feijão no algodão, e mostrar para a criança como a plantinha nasce, se desenvolve e morre, assim como nós.

Como agir

É de extrema importância ser honesto e sincero com a criança, utilizando o termo morte para explicar a ela o ocorrido, da maneira mais simples possível, com uma linguagem que ela possa compreender. Se a família possui alguma crença religiosa, como a vida após a morte, por exemplo, o adulto pode se valer destes conceitos para explicar o que acontece com o ser humano quando falece, porém isso só é válido se a crença realmente existir.

Evite contar histórias para a criança como “a vovó fez uma longa viagem” ou ainda “seu tio dormiu para sempre”, pois assim o pequeno pode passar a ter medo de dormir achando que não irá mais acordar, pensar que quem morre pode um dia acordar, acreditar que quem viaja nunca volta, ou ainda esperar o dia em que seu ente querido irá voltar da viagem que fez.

É preciso entender que o psiquismo da criança ainda está em desenvolvimento, e por isso ela ainda não compreende conceitos abstratos e leva tudo ao “pé da letra”. Sendo assim, a maneira correta de dizer ao seu filho que alguém morreu é fazer isso da maneira mais honesta possível.

Aos poucos as crianças precisam compreender com a ajuda dos adultos, três pontos principais sobre a morte: a universalidade, que diz que tudo o que é vivo um dia irá morrer; a irreversibilidade, para que ela entenda que quando alguém morre não volta mais; e a não funcionabilidade, para compreender que depois de morto o ser não anda, se alimenta, pensa ou age.

Deve-se evitar forçar as crianças a irem aos velórios ou enterros; o adulto deve perguntar a ela se quer ir, explicando o ritual de despedida e tudo o que ele contempla, inclusive que a maioria das pessoas estará triste e chorando, respeitando sua escolha, sem a julgar caso não se sinta preparada para acompanhar a cerimônia.

Considerações finais

O processo de luto da criança precisa ser respeitado, e a família não deve excluí-la de conversas sobre o ente que morreu e como se sentem a respeito disso; mostrando a ela que também sentem saudades e que isso é normal, para que com o tempo se desenvolva o luto saudável, onde possam lembrar da pessoa que se foi sem sofrimento.

 

 

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